Nivelar e qualificar as ações
das seis entidades contratadas pelo Incra para prestar Assistência Técnica e
Extensão Rural (Ater) nos assentamentos paraibanos e fortalecer suas parcerias
com entidades municipais, estaduais e federais. Com estes objetivos, o 2o Fórum
Estadual do Programa de Assessoria Técnica, Social e Ambiental à Reforma
Agrária (Ates) da Paraíba reuniu, nesta quinta-feira (25), cerca de 60 pessoas
no auditório do Instituto Nacional do Semiárido (Insa), em Campina Grande, a
aproximadamente 120 quilômetros da capital João Pessoa.
O evento foi promovido pelo
Instituto de Assessoria à Cidadania e ao Desenvolvimento Local Sustentável
(IDS), contratado pelo Incra/PB para promover a articulação institucional e oferecer
assessoria técnico-pedagógica às equipes que prestam assistência técnica aos
assentamentos.
“O fórum é um espaço de grandes
discussões estratégicas, integração institucional, troca de experiências e
diálogos com parceiros importantes. O objetivo é promover um maior alinhamento
ao programa de Ates nos aspectos de concepção, de estratégia e de metodologia,
além de dar às entidades parceiras do Incra condições de pautar diretamente a
autarquia com suas demandas”, disse Valdivan Almeida, diretor do IDS. “A
realização do segundo fórum de Ates da Paraíba inaugura uma fase de maturidade
do programa, principalmente das entidades, pois avançamos nas pautas
institucionais e conseguimos uma maior integração entre as entidades parceiras
do Incra”, acrescentou.
O superintendente do Incra/PB,
Cleofas Caju, considerou a realização do Fórum como mais um passo importante na
qualificação da Ates no estado. “É uma oportunidade de nivelarmos as ações das
entidades prestadoras de Ater, repeitando as realidades territoriais e
fortalecendo o diálogo com parceiros municipais, estaduais e federais que
interagem nos assentamentos paraibanos. O Fórum também tem a missão de integrar
as ações de desenvolvimento de assentamentos, considerando os arranjos
produtivos locais e as políticas de desenvolvimento do Incra, como o Terra Sol
e o Terra Forte”, afirmou Caju.
Programação
Para a representante da CPT do
Sertão, Cecília Gomes, muitos técnicos agrários ainda são formados com a visão
exclusiva do grande agronegócio, como acontecia nas décadas de 1960 e 1970. Uma
formação voltada também à agroecologia exigiria, segundo ela, além de uma
mudança nos currículos e nos objetivos das instituições de ensino, a abertura
dos técnicos aos conhecimentos acumulados por gerações pelos agricultores. “Não
se constrói a agroecologia de cima para baixo”, afirmou.
A coordenadora técnica da
Caaasp, Maria Elza Gomes, ressaltou a importância da realização do Fórum na
aproximação entre as entidades e o Incra. “Este tipo de evento é importante
para que entendamos a conjuntura atual do país e da própria Ates”, disse.
Ater na Paraíba
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